
O espelho não é nada. É vazio, caos. Reflete a realidade, a verdade, o nada, o vazio e o caos. Solidão do mar de vidro e prata – barreira. É sincero – sou vazio e vejo isso nele – amigo. Se o homem fosse amigo, não teria inventado o espelho. É desconfiança, medo, egolatria. O limite entre o “certo” e o “invertido”. É alucinação coletiva. O nada refletindo o tudo. A verdade, a mentira. O claro, o escuro. O vazio, o cheio. O irreal, o real.
27/03/96

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