
Seu perfume me causa apatia,
Dá-me gastura roer suas unhas.
Sua alma de porco presa em um corpo gostoso.
Fico na lama desses sentimentos meus,
perdão, sensações,
que traem a vida ao mais vil desejo,
e trazem à tona os prazeres, que nem pagam os medos
de uma estranha aventura na avenida corrompida.
O que é emprestado com usura
sem as mínimas qualidade ou garantia,
isso não é amor.
Meus olhos precisam, meu coração não.
Meus olhos têm sede de água,
meu (não o seu)
coração é a fonte.
09/10/03
