Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de abril de 2010

VIDA

E... princípio!
A vida foi feita,
vida se fez;
Vida, em vida.

A vida é bela,
e a beleza é efêmera.
A vida é curta,
e tenho que curtir.

Quero olhar para trás
e ver que valeu a pena.
Quero anoitecer
e ver que hoje não foi em vão.

O que é, já foi;
E o que há de ser, também já era.
Amor e ódio,
para Tudo, há Tempo e Modo.
28/05/95

terça-feira, 30 de março de 2010

BBB10 - Final

O que podemos apreender deste resultado? Brasileiro é do contra, adora uma zebra; precisa de uma segunda chance pois não consegue de primeira.

terça-feira, 29 de setembro de 2009


MOMENTOS
Nos quais digladiamos com nós mesmos: se somos volúveis, é a razão contra os sentimentos. E se somos práticos, a guerra é inversa.
O pior de tudo é que não há extremos, e assim não sabemos quem luta contra o quê!
No final, quando não sabemos quem ganhou, juntamos nossos cacos e reconstruímos nossas vidas a partir do nada que restou.

SEMPRE
Um homem tentando subir em cima do outro. Somos obrigados a usar máscaras e a esconder de nós mesmos nossos próprios sentimentos, só porque o homem quer ferir o homem.
Até quando, o humano vai tentar se extinguir?
Vou tentar colocar a minha máscara de lado. Quero tentar viver, não apenas sobreviver no mundo. Talvez assim, consigamos todos juntos sermos... felizes.

20/11/95

terça-feira, 5 de maio de 2009

CAMPO HARMÔNICO


Universo em harmonia.
Tudo em revolução elíptica
ao redor da cruz.
O príncipe cético;
O menino inocente.
Alguns atentos, outros indiferentes.
Não é possível achar o pecado.
Ele não está à órbita crucial,
ele mora lá dentro.
Do príncipe,
do menino,
d’alguns e d’outros.
Dentro da própria cruz.
Sangue versus glória.
A glória por fora.
Pecado navegando em glória.
Estrelas ou sóis conjugados.
Corpos pessoais no plano.
Afirmação e negação simultâneas,
de verdades e mentiras absolutas.
A razão do irracional, e o ele dela.
Luzes e lentes no buraco negro.
Espaço – Tempo – Limite.
Onisciência – Onipresença – Onipotência.
08/05/96

segunda-feira, 27 de abril de 2009

BUSCA


Toda a verdade está dentro do coração.
Mas os olhos não a podem ver.
Os pés pisam em espinhos,
as mãos tateiam o vento
procurando longe o que está perto.
No desregramento do corpo e da vida,
no detrimento dos pensamentos e sentimentos.
Mas nada é perda ou em vão.
É a vida quem comprova
ou desmente a teoria educacional.
Posso escolher aceitar tudo
passivamente e não ser feliz;
Ou morrer e ressuscitar.
O importante é o (re-)encontro.
26/05/96

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BASTA


Sinto a força em minhas mãos
mas é só por um tempo.
Alegria de ilusão.
Portanto, quero morrer cedo.
Caso contrário,
este velho vai ficar mais ranzinza.
Cada vez mais gago,
cada vez mais lelé
em minha lucidez.
Alguém vai ter que me ajudar
a ir ao banheiro;
Não era isso que eu queria.
E meus filhos não poderão
cuidar de mim.
(Que filhos? Não tenho.)
Minha força me abandonou
e carregou um pedaço de mim.
Só sinto esta vida
velha e pesada
sobre meus ombros, pulsos e artelhos.
Não falo do que não conheço
e entendo bem.
Sinto através dos meus e dos teus olhos.
Ensine-me de novo a sorrir
enquanto continuo a sublime tarefa
de saber viver.
Talvez eu me arrependa
de tantas palavras vãs.
Agora vejo, além de olhar
(o que tenho de melhor).
Será que estaria tudo errado?
16/01/97

quinta-feira, 2 de abril de 2009

APO-TEO (AFASTAMENTO DE DEUS)


Estou em chamas.
O sol me queimou.
O inferno mora em mim.
O fogo está ardendo.
A fumaça vai longe.
Todos podem ver.
Não adianta tentar abafar.
Um mentiroso reconhece o outro.
Eu sei.
Alguém sabe.
Vou me trancar na solidão gélida.
Vou me trancar na solidez de mármore.
No inverno polar.
Vou tentar apagar essa chama.
Chama viva de morte.
O inferno no céu.
O fogo no gelo.
Foi o sol.
O céu é de ferro.
A terra é de bronze.
O ar é sangue.
Minha vida é morte.
Qual o motivo, razão ou circunstância?
O bel-prazer.
A própria dor.
Não quero saber do sol.
Quero ficar branco como o gelo.
Branco como a morte: preta.
Sol.
Não ouço sua voz.
Não vejo você.
Não sinto sua quente presença.
Você não vai fazer nada, eu sei.
Ele não vai fazer nada.
Vou continuar lá na frente.
E do mesmo jeito que antes.
Não lhe conheço mas estou aqui.
Me desamarre que eu quero ir.
Você não cuidou de mim.
Não conheço sua voz.
Não conheço seu rosto.
Não conheço sua mão.
Você não se revelou.
Não me importam seus raios;
Que eles estejam nos pólos.
Vou estar debaixo da terra.
Debaixo do gelo.
Longe de você.
No inferno da solidão gélida.
No inferno da solidez de mármore.
No inferno do inverno polar.
Estou ardendo em chamas.
E vou me queimar.
No interior do fogo terrestre.
Sol.
Vou me consumir no inferno.
Há vasos para honra.
E para desonra.
Filhos e criaturas.
Não me importo com ele.
Faço parte delas.
Sol.
Pode derreter a calota.
Pode fundir a terra.
Estarei no meio de tudo.
Como você sempre quis.
Uma parte do todo.
Tudo vai acabar com fogo.
Já estou queimando.
03/04/96

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ANTIGAMENTE SERÁ ASSIM...


E tudo será como antes...
Não faça nada que você não faria,
porque não adianta você fazer nada mesmo!
Deixe tudo como está:
eu descobri que somos o Nada.
Cuspa no prato que comeu,
passe a língua em suas feridas,
remexa no esterco, que é seu.
Sonhar não custa nada
e não compra nada também.
Hoje eu sei que detestaria estar, ter, ser -
o seu corpo bonito.
Eu prefiro ser podre (e feio) por fora;
Na camuflagem, eu jogo a isca
o que cair na rede é peixe e
- Será que estou no curso errado?
Pescaria é um esporte;
que pode ser praticado até mesmo (e principalmente)
numa avenida movimentada.
O melhor da pesca
é devolver o peixe ao seu habitat.
O esporte trabalha o homem e
o homem trabalha o peixe.
E a evolução continua, ascendente cíclica.
E tudo será como antes.
10/11/97

domingo, 29 de março de 2009

ANO


Hoje é tempo.
Tempo de arrancar o amor plantado.
Tempo de queimar o amor ceifado.
Tempo de destruir o amor erigido.
Tempo de quebrar os espelhos.
Tempo de rasgar os véus.
Tempo de matar seus olhos mortos.
Tempo de cear.
Coma das minhas carnes.
Beba do meu sangue.
Coma do meu espírito.
Beba da minha alma.
A noite hoje é de luto.
Todos são dias de morte.
Cálix de amargura.
Temperado de orgasmo.
Mas eu não gozo.
Espero por você, me delicio no seu prazer.
Eu já conhecia seu corpo
Por experiência própria.
E descobrir o seu corpo
É fascinante, excitante. É...
Mas acabou.
O tempo acabou.
O Feliz Ano Novo antigo morreu.
Despeça-se das alegrias
Que ele lhe proporcionou.
E das tristezas também.
Outras coisas virão.
Não são novas,
Mas as mesmas coisas velhas
Vão acabar e começar.
Morrem umas.
Nascem outros.

O espero no futuro!
31/12/96

AMOR


Mal gosto de maltratado ser.
Pela primeira vez eu disse que estou bem;
e do meu lado avançam as crises,
eu suportando a barra dos problemas.
Ninguém é de ferro, graças a Deus
- Não maltrate o coração,
pare de rotular as pessoas -
Queira ou não,
elas são parte de você
(você não é parte de mim).
Em tempo eu pude ver e comprovar:
o Amor se cala,
você não;
Ele se doa,
você me usa e me suga.
Ele não é falso e cuida por mim,
você é, e não.
Por quê então continuar se Ele não existe?
Em mim por você e de você por mim?
Só volto a minha palavra uma vez -
ainda acho por quem faça mais,
porém garanto que não é você.

Não será um erro o homem ter um coração?
Ou o erro está em deixá-lo partir?
Ele foi, voltou,
e não posso mais voar
(meu corpo está impregnado de petróleo -
eh, desgraça ecológica!).
Arrancaram minhas pilhas Duracell
após mais de doze horas do maior prazer do mundo.
Caí na depressão,
sem vontade de xingar,
sem vontade de comer;
Eu podia morrer aqui mesmo
no meio do meu erro.
Aprendi minha maior lição de Amor:
quando Alguém me olha,
vê além das minhas cicatrizes;
Me enxerga com Amor.
Então não sei o que é água ou o que é vinho
se é o novo o velho ou a de sempre.
E eu choro ao sentir
que só Um tem este Amor.
22/03/98

sábado, 28 de março de 2009

ALEXENDER MIGUEL


Quero seu corpo desnudado,
os seus segredos desnudados.
Quero meu desejo saciado
de sangue, o seu corpo aos meus pés:
meu Id precisa do sexo,
meu Ego quer afeto e toque,
o Superego quer uma alma doce,
uma casa estável, e
uma velhice longa.
Justamente porque sou limitado
eu posso fazer tudo.
E por ser onipotente, não posso me transformar.
Deus não sabe não ser Deus.
Não quero sua essência;
Quero seu corpo sua força seus olhos sua pele seus pêlos suas coxas seus artelhos seus joelhos suas panturrilhas sua virilha sua barriga seus glúteos seu abdome seu tórax suas costas seus bíceps seus tríceps seus pulsos suas mãos seus cabelos sua cabeça.
Você não é o anjo que eu imaginei.
É meu pior pesadelo, um olhar que não sustento,
Uma maldade que tenho medo que me invada.
Minha alma é sensível ou quase;
E você não vai me suicidar
do jeito que você me olha
do jeito que você me encosta.
Seu cheiro de cuba com perfume
me captura à sedução
e viro bicho, cativo,
rei das selvas pronto a rugir.
21/10/97

segunda-feira, 16 de março de 2009

A MÃO


A mão aberta, estendida, o dedinho levantado;
É quase isso, está quase certo.

O peito nu não mente, o coração está descoberto.
A harmonia simples suspensa no ar parado
Traduz o sentimento, as sensações,
O que eu queria, e não acontece, e não se foi.

Emoções (não) são mais simples do que lágrimas,

Teorias ou fórmulas mágicas.
Não posso perder meu tempo, que a vida é curta.
A outra vida, a morte, o meu ouvido escuta.

Aquilo que se vê como luz é ceifado cedo.
Não quero conhecer o sucesso. Eu tenho medo.

Minha mão está aberta e você pode perceber.
Eu sou simples, a sociedade que complica.
Se você quisesse o mesmo, eu poderia lhe fazer feliz.
12/10/96

domingo, 8 de março de 2009

INFORMAÇÃO SOLIDÁRIA


Quantas pessoas você conhece? Quantas existem no mundo? E aquelas que morrem por causa do egoísmo alheio? Uma parte dessas é porque não receberam órgãos de doadores, cujas famílias se recusaram a doar.
A evolução da ciência chegou a tal ponto de conseguir retirar um órgão vital de uma pessoa e faze-lo funcionar no paciente que tem comprometidas as funções do seu. O sistema de saúde no Brasil é muito bem preparado para captar, transportar e implantar órgãos. E a fila de espera é grande. Mas a decisão de doação está nas mãos da família que perdeu o ente querido, seja por um fato inesperado ou num processo lento. Se é do seu interesse doar seus órgãos, comunique à sua família.
Entretanto, muito mais vidas poderiam ser salvas se não fosse a resistência das famílias enlutadas. Os motivos podem ser vários, desde o simples desconhecimento, passando por fatores culturais e até crenças religiosas. Conversar com o médico é a melhor maneira de sanar as dúvidas sobre o assunto e tomar a decisão acertada num momento de tão grande dor: praticar a solidariedade, permitindo que os órgãos sejam transplantados.
Além dos médicos, o governo é responsável por conscientizar a população, com campanhas publicitárias que demonstrem a dificuldade de se achar um doador compatível e que demonstrem a importância de ajudar, de se doar.
Por tudo isso, as famílias devem se conscientizar e permitir a retirada dos órgãos; e que seja a vontade de cada cidadão doar seus órgãos.

[redação dissertativa para a seleção do curso de Administração à distância da ULBRA.
Tema: “Por que as pessoas em geral têm tanta resistência à doação de órgãos?“]
08/03/09

sexta-feira, 6 de março de 2009

QUERIDO DORIAN GRAY:


25 de janeiro de 2004.

Terminei há pouco de ler seu romance e digo-lhe com grande satisfação e um profundo pesar que não esperava um gesto tão inocente como o seu, de tentar destruir o retrato. Já era de se imaginar que com uma relação tão profunda entre suas máculas e vícios, tal ato lhe mataria, suicídio! Mas tenho com você grande semelhança, que vai além de seus vários anéis e minhas sempre três alianças características (todos me perguntam o significado, mas quando digo que elas não têm nenhum, ficam decepcionadas... Assim, invento estórias, e a verdadeira é que simplesmente adoro o ouro – principalmente o branco – apesar de não ter nem o cheiro da sua riqueza ou sua estirpe nobre).
Senti como se mesmo sem me conhecer, você tivesse me influenciado de forma parecida àquela que o livro e o próprio Lorde Henry o influenciaram na época de sua adolescência. Minha curiosidade quase não se conteve ao querer saber o título do livro que você leu, mas você não o citou, prevendo que resultados funestos isso teria. De qualquer forma, a fascinação dos sentidos (“Curar a alma por meio dos sentidos e os sentidos por meio da alma”.) atravessou as gerações e me alcançou em pleno século XXI. É pena que tudo atravesse a alma e a transforme, mas não permaneça; as pessoas continuam tão vazias quanto antes; não aprendem nada nem se refinam ou se destilam – o vinho envelhece, tornando-se melhor; os homens no entanto, emburrecem. Uma vez e nunca mais, um pouco e sempre mais: é assim que pulsa o desejo da alma insaciável, despertada pelos sentidos e pela razão; e daí em diante dança e equilibra-se sobre a fina música sensual. Somos tão depravados! Mas em quase nada nossa aparência demonstra a torpe maldade dos corações. A conclusão a que cheguei foi: apenas um homem disposto a enxergar o mal irá encontrá-lo em qualquer lugar que seja, inclusive na alma das pessoas. Nem eu ou você imaginaríamos a variedade, a legalidade e o alcance que as drogas alcançam hoje em dia. Tudo que vivencio recorda-me o tudo que existe apenas nos momentos de prazer: os odores, aqueles odores do intenso prazer; as vozes, aquelas vozes no silencioso prazer; as cores e formas, aquelas cores e formas de puro prazer. Não quero apenas viver intensamente como você, e simplesmente passar pela vida sem construir nada. O amor, a arte, a vida, a morte. Você deveria ter aprendido que nada pode ser mais pernicioso ao homem que a bondade – através dela, ele enxerga mais nitidamente sua essência maldosa e cede a ela: a bondade sempre perde. Foi assim sua amizade com Basílio; e depois você realmente creu que tinha se tornado melhor? Que seus objetivos eram beneficentes? Eu penso em melhorar meu refinamento e minhas capacidades, como concentrar o máximo de fel no mínimo de mel. Tenho um pequeno receio de que no fim das longas noites e da curta vida, eu esteja sozinho, como você: rodeado de pessoas que não podem me acompanhar aos locais que freqüento, e muito menos nas discussões etéreas do meu pensamento. Não tenho a desenvoltura necessária a uma vida socialmente saudável, penso ser mortalmente aleijado das virtudes atrativas da coletividade. Assim contemplo a cada vez que respiro, minha tragédia vital. Meus olhos escurecem e vejo seu rosto no fundo de minha alma: é inútil tentar curar os sentidos ou a alma.

Com triunfo, i. G.,
um descendente menos favorecido.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A CORRIDA


A vida deveria correr para trás,
Nasceríamos velhos e morreríamos de criança.
Que bom seria
Poder planejar tudo antes de acontecer...
Mas adiante vai a vida
E que se corra para alcançá-la.
(E eu pergunto:
De quê nesta vida não se corre atrás?)
O Tempo, a Felicidade, o Prazer,
E o Amor.
Corre-se de chuva,
Mas nela eu prefiro andar.
Corre-se do prejuízo,
Mas não se perde o conhecimento,
A experiência,
O que estou aprendendo.
Rápido e rasteiro,
Porque é preciso correr;
Se eu não chegar mais cedo,
Você pode não me achar
Pronto, preparado.
(Alguém me preparou pra você,
Que me prepara para outro alguém.)
É uma corrida contra o tempo.
O ideal seria que o Tempo diminuísse,
E a Vida corresse pra trás.
20/02/97

segunda-feira, 2 de março de 2009

Apresentação - Introspecções de Nós, Livro 2: Feijoada Malagueta



Em Água com Açúcar, não resisti à tentação de alterar e de reescrever trechos e mais versos do que já estava fixo: o temor de uma má interpretação por parte de alguém, sobre as palavras contidas no livro, e sem que o autor estivesse por perto para explicar seu sentido exato ou sua relativa irrelevância, me assustava. (Ainda me assusta.) É que o criador nunca sabe onde a criação vai parar: como um filho, ela toma novos rumos, e às vezes inesperados a nós. Mas esta é uma decisão que não cabe a mim. Afirmo que meus poemas são maiores do que eu (quando a soma puder ser maior que o inteiro!), e sozinhos fazem seu caminho; de quando em quando mandam lembranças... Intrigante é a dimensão de livro que tomam juntos, fora da ordem cronológica de criação e longe das referências dos motivos pelos quais foram escritos. E eu inclusive, me surpreendo questionando-me “Sobre o quê? Que quer dizer este poema??” Não me lembro, e ele, doido de pedra, bate-me de forma diferente, revelando-se outro, por baixo da colcha de retalhos, sob uma nova ótica.
FEIJOADA é assim: não é bom comer todos os dias, pois é de difícil digestão (quem se engasgou com Água com Açúcar que se cuide!), forte, insalubre, pesado, demente, e com algumas partes repugnantes até: Tomei a liberdade de misturar à farinha e ao feijão aquilo que os sinhozinhos deitavam fora de sua cozinha, e acrescentei a MALAGUETA, pra evitar que tudo se deteriorasse ou que eu vomitasse com o cheiro ao pôr uma porção na boca. São lembranças com sal e pimenta.

Nada é o que parece ser, e
Tudo é o que parece ser.
Sei bem o que não sou e o que não quero.

Os temas, apesar de abertos, continuam fechados com as mesmas velhas chaves: metáfora e parábola. Mas isto já é outra história. Fiz a minha parte, satisfiz o meu desejo. Embora uma parte dos projetos possa ainda estar nos rascunhos. São eles quem sonham sair das gavetas! – Eu não tenho responsabilidade, a partir do momento em que ganharam vida...

09/10/03

Neste blog e abaixo, você lê o Livro Água com Açúcar, publicado na internet em janeiro e fevereiro de 2009. Acima, divulgo o conjunto que chamar-se-á FEIJOADA MALAGUETA.

Bom apetite.