Não preciso mais
Falar de amor
Nem de paixão
Agora estou tranqüilo
Livre e preso,
Morto e vivo também
Vida de agricultor
Com todos os dias
Exatamente iguais
Exceto o ápice individual
Imperceptível
E sensato
É hora de crescer
Dia de aniversário
Ano de evolução
Dizem que sou único
Dizem que sou só um
Dizem que sou uma parte
A mais fraca
Sustenta a força
Se contenta de longe
Eu sei quem sou
Você está em mim
O medo diminui
Queria que meus olhos
Escurecessem de ciência
E com o passar do tempo
A maldade é clara
No olhar
Sob a luz da inocência reflete
A maldade no brilho
Queria sua vida
Anjo
27/05/97
os olhos são tão frios
que até queimam;
a luz que refletem
os transforma, metamorfoseia
na mais pura luz azul
o breu original;
translúcido divinal demônio.
a pureza do equilíbrio
oscilando dependurar
em uma ponta até cair na outra.
inocência dinâmica
em processo
lento como a luz
- não seja moroso! -
seu amanhã foi o meu ontem
e no presente nos cruzamos
apenas com os olhos.
12/02/01
Não sei se é sonho ou ilusão,
mas a magia está acabando.
A realidade insiste em se impor,
ela precisa ser vista e analisada.
Castelos de areia não podem
ser construídos no ar.
Utopias não são tão fáceis de
serem erigidas e realizadas.
É trabalhoso e leva tempo.
A mágica se desgasta,
o corpo, a vida e o tempo.
Tudo passa, e o resto
é a decepção que sempre fica;
Lá no fundo do travesseiro.
21/05/96