quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

ALTER


Estive tão ocupado estes dias
que nem tive tempo de ver
o Tempo passar.
Quase chorei
porque o mundo ameaçou
cair em cima de mim.
Senti (dentre o pouco que senti)
que meu corpo não era capaz
de obedecer a meu comando;
Era fraco e duro
feio e magro.
Senti a mais impura necessidade
de um calor humano,
de uma pele e de uma carne
e de pêlos.
De músculos e olhos
de espírito alma e corpo,
de ser abraçado e
de ser tu.
Não é à toa que te amo.
Que amo teu corpo
e me excito ao teu exercício
de respirar e de viver,
de suar e de comer.
Os homens são maus;
os meninos, arrogantes
(inocência prepotente);
os jovens estão distantes
passeando com suas guitarras.
Acenda a malícia nos teus olhos
e deixe eu beijar a tua boca.
Hoje, amanhã e depois.
Eu preciso é de um anjo
que me conheça
que não me abandone
que precise de mim.
Um novo anjo celestial.
08/09/97

ALQUIMIA

A centelha de vida piscou,
e então aconteceu.
Desceu à estatura de partes ínfimas,
o rebulinho primordial.
Entoando a canção serpenteante
brincava em meio a tudo,
sendo-lhe familiar e novo.
Alegre saltitava para além da luz,
tendo a memória do que havia antes
e a expectativa do que viria depois.
Ingênuo do cisma interno
que seria o caos fazendo a guerra,
em meio à paz vai o Hidrogênio.
Mas no fundo, bem mais fundo
do que pensa e sonha em jamais chegar,
uma força o impulsiona a subir e ascender;
Transcender sua própria essência, e chegar a
Hélio...
26/11/02