
Quando mexo e arrumo
Os restos do passado,
Eu rio, eu choro,
Ouvindo o que se foi
Dizendo o que é.
E os restos não o são,
O resto é tudo
Que fica
Depois do barulho,
No silêncio,
Na solidão.
Vejo que cresci, que aprendi,
Principalmente com os erros.
E as quedas
Me tornam cada vez mais
Forte, sensível.
Eu sei, mas não entendo.
Me ajude,
Que agora estou sozinho
Mas estou bem,
Feliz, pelo menos no momento.
Arrumando as coisas,
Limpando e guardando.
Porque vai começar
Tudo de novo.
Eu agüento.
Eu sei,
Mas não entendo.
E nem preciso.
O prazer é agora.
12/02/97

