
Recuperei a fé e
até que poderia viver sozinho.
Mas o que eu faria com a liberdade?
Senti-me mal
e pus meu coração em suas mãos.
Você apertou com medo de que ele escorregasse:
eu senti, você parece que não,
pois o entregou na mão
do meu amigo trajado de inimigo.
Ovelha disfarçada de lobo
pra mim, é lobo.
Que põe meu coração no peito e bate
longe de mim, perto de mim.
Fiz a minha parte, tudo que me cabia, e algo mais.
Só que algumas coisas não compensam
(o seu amor medroso, por exemplo)...
Você joga fora o amor que lhe dei.
Já sofri demais,
agora quero curtir o quanto sou precoce,
a criança madura dentro de todos nós.
O sobrenatural desceu ao natural.
Decorei números de placas
e elas mudaram:
de número, de caminho – não os vejo mais.
Tudo que cresce muda com as crises.
A bala que você gosta, comprei pensando em mim.
Vou dar uma dúzia de rosas (vermelhas) a mim por nós.
Nossas alianças de compromisso, vou usar as duas.
Pensei que houvesse mais
pela altura que a balança
me jogou no desequilíbrio.
Caí em pleno aberto
o mar me envolveu.
08/04/98

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