Antes guardei minhas palavras e meu sono.
Morte me divertiu e deu-me bom humor.
Pensei que seria bom e fui lhe ver.
Escutei, acalmei.
Prefiro ficar em silêncio
pra você poder falar.
Mas você fala demais,
agride os meus ouvidos e o coração;
não tem escrúpulos comigo e
quer perdoar aos outros.
Eu sou mundano
e você pensa que não é.
Seu abraço é seu direito,
meu abraço é um dever.
O seu ciúme pouco acaba
com o pouco que lhe tenho.
Você não sabe o quanto dói
a sua crítica indireta.
Sem saber
lhe ensinei como anda o céu
e a que ritmo vão os passos.
Eu vou embora
e talvez eu conte
e abra-lhe as portas.
Vou fazer melhor:
dar-lhe-ei as chaves
para que você entre
no inferno ou no céu,
Tudo depende de você.
20/06/97

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