sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

BRUXA NA INQUISIÇÃO

Tinha as raízes cravadas
no fundo da idade média,
no fundo de um poço escuro.
E a última coisa de que me lembro
é um templário partindo,
sua espada pingando meu sangue,
sua face gloriosa
em meus olhos explodindo de amor.
E as luzes apagaram-se
antes que a lua fosse embora.
Minha cabeça sobre a pedra
observava sua partida.
Só chorei quando entendi
que não poderia mais segui-lo.
Então ouvi o segredo:
(ele sempre estaria comigo)
de mudar conforme precisasse.
No meu coração a
estabilidade da terra deu-me paz.
A água da chuva
vai para os rios
e mostrou-me como grande
e diverso é o mar.
Aquela gota que esteve ao meu lado ontem
pode nunca mais voltar a mim.
Senti o medo da partida
e a dor de não mais estar junto.
Você veio-me de novo à mente
e então não estava mais só.
O vento me contou coisas;
Coisas que vira, coisas que ouvira,
de perfumes doces e sensuais,
de como altera-se e se mantém.
Passeei, passeei, andei e
rodei pela terra
até lampejar como fogo
numa idéia que caiu
em sua cabeça.
Nos encontramos de novo!
05/12/02

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