Vazio
o prato solitário
se equilibra
cheio de
Preto e Branco.
Meu desejo
o vento espalha
pelos quatro cantos da Terra:
o meu Amor é disperso,
verdadeiro e diverso
de minha vontade.
Que meu querer fosse
solitário
como penso que sou.
Sempre depende de alguém
o meu limite:
ele é quem impõe
coroa de espinhos
ao meu coração.
Seria tudo mais fácil
se não existissem desejos
que vêm e vão
pelos corpos diversos
inconstantes
sem conteúdo ou sentido
que vivem em vão.
Agora, me dá a Perfeição.
O prato se quebra sozinho,
não tem equilíbrio no chão:
cai e joga pra fora o vazio
de achar em si mesmo o erro,
de deixar se levar pelo vento,
ser marcado pra sempre com o ferro.
A carne queimada com o fogo,
a força que brota do ódio;
O mesmo que nasce do “quero”
impróprio pro tempo em que vive.
Coração estranho em corpo deitado.
Vê.
29/11/97

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