e percebendo que o sol
também renasce,
enchendo-a de luz e calor.
Teus olhos cristalinos
contemplam a árvore centenária
e a maravilha das estrelas
– somos como as cadentes,
que passam por um instante
com o sinal da cauda brilhante –
Tudo passa,
nada passará.
Nos transformamos,
adquirimos sabedoria.
A paz da vida sob o
Ipê Amarelo.
Nem bem o inverno foi embora
e o tapete amarelo
já é esmagado no chão,
inocente e forte
como tu,
e teus olhos limpos,
e tua pele alva.
És como aquela casa amarela
que eu via no caminho
fechada, desbotada e sem vida.
Até que um dia mostrou sua luz,
sua vida e sua beleza.
Você admira o pôr-do-sol
e me fala de Deus.
Você admira as ondas do lago
e me fala da Luz,
o mais miserável dos homens que sou.
Me envolves com tua alma
e me sinto o mais infeliz.
O meu carinho...
Não ligue pra mim.
28/08/97

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