e no meio do paraíso.
No céu a água ativa
tornando ameno meu sofrer:
receber a luz do sol
e a refletir para as estrelas.
Contracenar com a luz cheia
que sabe a diferença
entre paixão, amor e gostar;
Entre verdade, mentira e meia-verdade.
Estava deixando o tempo passar...
Marte passar pelas costas da lua.
As nuvens passam seguidas
e esparsas perante São Jorge
que guia o dragão frouxo noturnamente.
É impossível acreditar
que há gente que não conheça
as Leis da Noite, da Escuridão.
Porque os olhos são duas chamas vivas
não parece terem direção:
- Vou pra onde você me levar,
qualquer lugar serve.
De um lado para o outro
de caprichos e agrados
mas não importa muito.
Olhe bem o meu rosto,
fale o que quiser, mas saiba
com quem está falando.
Não me confunda, não me amedronte;
Eu poderia não estar aqui.
Vi muitas estrelas cadentes
Mas eram mentira,
como estas lágrimas que o vento arranca.
Eu sou livre
(e nunca mais serei o mesmo.)
e sou preso a mim.
Sou fiel ao coração
Eu tenho histórias,
eu tenho vida,
agora estou diferente.
Mas não sabia dos seus olhos,
que como os meus não podiam enxergar.
Eu arrisquei a minha vida
na velocidade da sua loucura
E agora você sabe
que sou mais louco e mais louco.
Hoje a noite não precisava terminar
- e quase não termina,
porque esta escuridão é quase sólida -
mas fizemos a nossa estrela
com cinco pontas,
cinqüenta dedos e
o brilho reluzente
da cauda celeste até a terra.
Aquele mundo lá fora
que não parou no tempo
e nem sonha acordado.
20/07/97

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