
Te procurei no céu, no ar, na água e no mar.
Te encontrei no fogo, na guerra, sempre a navegar.
Sem casa, sem mãe, sem filho ou amigo.
Contente, e sorrindo, de papo pro ar.
Maravilhoso é te ver, te ter, te tocar e sonhar
Com teu perfume, teu brilho, tua face sorrindo
No céu, do mar de nuvens dissolvendo, te formando (que lindo!)
E tu nem vês nem sabe que existo
Ignoras que de longe estou te curtindo.
Se bem que distâncias não há para um amor
Que eu não esqueço, que não se consegue apagar.
Porque vive sozinho, da esperança de que
Num tempo, de um futuro longínquo
Não mais só em sonhos eu possa te encontrar.
Embalados num barco, por um canto
Apertado, sofrido, de um amor espremido
De um coração aflito, quase a escapar
Do peito cansado por suportá-lo bater e sofrer.
A Liberdade então levou o Amor à Felicidade,
E não ligamos para o povo ao redor
De nossa individualidade
Uma que esperei desde aqueles tempos pueris.
Quando não sabia de nada e fiquei na saudade
Da lembrança tua e nossa inocência
Santa coerência
Nunca te entendi - e nem vou ou pretendo,
Porque tu és assim: premonição simples e mistério.
És o Ar do mar do céu que eu navego.
12/02/96

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