os cabelos caem
não pelo exercício mental,
mas pela massagem nervosa.
A música me atrapalha a pensar um pouco.
Ainda não acredito na morte:
os fantasmas se postam à minha frente,
nos meus ouvidos e na minha lembrança.
O passado travestido de presente.
O sucesso muitas vezes vem de mãos dadas
com a tragédia,
e de novo tenho medo desse casal.
Reparei outro casal: Morte e Glória.
A segunda vem em geral depois da primeira.
Não fiz nada ainda
e não me transformei um, num mito.
Minha vida será eterna - como
o ocaso casual.
A morte é um instrumento drástico na vida:
a muda radicalmente.
Novos rumos e novas dores:
novos destinos.
Domingos mortalis.
São palavras verdades:
não o presente que você lê,
mas o presente quando escrevi.
Não quero que tomem
o não escrito pelo escrito;
que não desloquem o foco do inteiro para
frases bobas, vazias, só de efeito.
E passem a me questionar
quando sou relativamente simples.
Toda letra tem sentido e vazio.
Eu e você.
Paixão e Amor
no mesmo caldeirão fervente.
15/03/96

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