quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O QUE É E O QUE DEVERIA

Soluções prontas a gente não encontra no mercado pra comprar.
Não suporto mais viver uma vida escolhida pra mim,
com tantos ideais e sonhos lindos de se ver.
Todos dizem o que devo ou não fazer, como fazer, sobre coisas superficiais e aparentes;
enquanto no meu interior corrói-me a dúvida
e nem mesmo tenho com quem conversar.
O meu desabafo e sustento é devido àqueles maravilhosos comprimidinhos que me fazem adormecer e acordar sem sonho ou pesadelo toda santa noite e dia.
Sendo que se pudesse, me intoxicaria com apenas um tipo deles;
só que minha covardia sempre foi mais forte,
como quando tenho de tomar decisão sobre o que é mais importante
ou escolher arbitrariamente entre amputar a mão direita ou a esquerda.
Tudo só depende de mim, e eu só dependo dos outros para tudo.
Nos momentos mais cruciantes ninguém nunca tem algo a dizer.
O que falar a um canceroso terminal que vomita os próprios órgãos?
“Descansa em Paz”? “Levanta-te e anda”?
Para ser justa, a Justiça segue outra regra de conduta.
E não há sindicato ou defesa do consumidor que defenda causas movidas interiormente contra as mortes do que se chama de vida – biológica, social, espiritual.
Então eu morro, me transformo e renasço
a cada dia com o alvorecer, zênite e ocaso solar;
a cada mês com o ciclo de Lillith – lunar.
As minhas regras eu conheço bem, por tê-las legislado,
e executo meu pensamento sobre meu ambiente.
Ou seja: dou vida e morte a meus problemas e soluções,
porque tudo está onde deveria estar e onde eu coloquei:
estou no tempo certo e na casa que escolhi pra mim.
Sou o centro do universo que é Deus.
25/02/03

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