domingo, 14 de fevereiro de 2010

E A SOLIDÃO IMPERA INSISTENTEMENTE

Quem se acostuma à prodigalidade de afeto
tem dificuldades em sobreviver em épocas de escassez.
Não consigo parar de pensar numa pessoa,
que não consigo ver e nem falar com ela!
Sinto alguma coisa que não sei o que é, dói,
e não quero mais sentir, mas não consigo evitar...
Todas as pessoas que vejo na rua se parecem com ela,
por tudo que me acontece, lembro dela.
Fico louco pra ter notícias, mas não sei como conseguir que ela me note.
Tenho medo de tê-la sufocado com minha presença
quando ainda conversávamos,
ou a magoei, não sei; por isso agora não corro atrás.
Nem mesmo sei se posso ter esperanças!
Deve ser bobeira minha, e talvez eu esteja perdendo meu tempo.
Mas estou colecionando partes suas que acho por ai,
distribuídas, compartilhadas e perdidas.
Fotos e pensamentos seus.
Que são símbolo do que eu mais queria de você.
Sua alma. Seu corpo.
Monto um mosaico e passo a limpo o texto na esperança de que
tudo faça sentido, mas você não vem.
Agora as coisas vão e andam no mesmo ritmo e direção de sempre.
Não há nada pelo que meu coração acelere duradouramente.
27/03/08, 17/07/07, 07/04/08, 11/02/09

2 comentários:

  1. Eta poeta porreta! as vezes penso que você me olha e tira do meu mais profundo os sentimentos que me afligem, para expor nesse seu poema. são tão peculiares e profundos que me sinto roubada dos meus própios pensamentos, esse poema é tudo que hoje estou sentindo,mas que posso mudar e vou mudar para transforma-lo em aprendizado.Parabens você cotinua brilhando. bj!

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  2. Leitora Sônia! Quanto tempo você não me visita... Mas nunca tive intenção de roubar esses sentimentos de você. Preciso mesmo é despir-me deles; assim, escrito está. Escreva sempre.

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