da minha pele.
Pétala de flor,
vermelha ou azul.
Toco minha pele,
mas é a mesma coisa,
é tudo tão previsível,
cada gesto tão frio...
Fico imaginando
sua mão quente, grande,
me tocando.
Você me afinando
como se eu fosse seu violão.
Eu lhe cantaria
as mais belas notas
que o ar já ouvira, e as
que nunca ouvira antes.
O violão, apoiado
sobre sua perna,
abraçado por seu braço,
acariciado por seus dedos.
Seus olhares voltados
só pra mim.
À tarde,
no passeio vespertino,
nós lado a lado,
sem palavras,
apenas ao som do violão
e a troca de olhares.
Num enlace de mãos,
você corre na minha frente,
me puxa
para a alegria,
para a vida, e
para o amor.
24/04/96


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