
Mas a vida era tão boa...
Ou será que não me lembro bem?
Tantas lembranças que
Eu continuo morrendo.
Estou morto.
Vivo no purgatório;
Inda não achei saída
Deste vazio fogo que
Arde e queima minha carne.
Seus olhos me devoram.
O peixe morre pela boca (aberta).
O sapo explode com o cigarro (fechada).
Estrela do mar vomita e engole.
O homem maltrata o que come.
Você me mata sem seus beijos.
Eu morro em seus beijos.
Malditos os meus olhos que dizem e
Maldita seja minha boca sem freio,
Minha língua cega,
Meu sorriso falso.
Nada é fácil
Numa noite de verão.
Brinquei com fogo
E me queimei.
Eu sabia, mas não quis saber.
Subestimei a malícia
E errei:
O desconhecido me surpreendeu.
As reações são diferentes...
Eu deveria saber
E percebi, agora sei.
17/02/97

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