Que me vejam morreraqueles que eu amo, poisaqueles que me amamjá me amam mesmo...Não recebo teu amore não aceitas meu amor.Preciso deixar-te irsem ao menos perguntar se um dia...Conheço meus limitese sei que nada é em vão.Embora pouca coisa surta efeito,uma liberdade que seja proibida,uma libertinagem sendo reprimida...11/06/98
Eu tenho uma fazendalá no interior do Sudeste.Cidade grande tá bem longe,vê as luz do Horizonte.O meu coração sertanejoestá guardado com um amigonão vejo faz alguns anos.Eu sinto enorme saudadede quando era feliz e não sabia.Mas não vou chorarpois do que lembro é tudo bom.Eu consegui sobreviveraté aqui.Lhe quero perto demais, mais pertoperto aqui.27/10/97
Mas a vida era tão boa...Ou será que não me lembro bem?Tantas lembranças queEu continuo morrendo.Estou morto.Vivo no purgatório;Inda não achei saídaDeste vazio fogo queArde e queima minha carne.Seus olhos me devoram.O peixe morre pela boca (aberta).O sapo explode com o cigarro (fechada).Estrela do mar vomita e engole.O homem maltrata o que come.Você me mata sem seus beijos.Eu morro em seus beijos.Malditos os meus olhos que dizem eMaldita seja minha boca sem freio,Minha língua cega,Meu sorriso falso.Nada é fácilNuma noite de verão.Brinquei com fogoE me queimei.Eu sabia, mas não quis saber.Subestimei a malíciaE errei:O desconhecido me surpreendeu.As reações são diferentes...Eu deveria saberE percebi, agora sei.17/02/97
Leva-me ao fogo;Apresenta-me a elerefinado, etornar-me-ás parte de ti mesmo.Toda a terra está contra mim,minha água se revolta em mim.A respiração falha,a inspiração não vem.Isolado no mundo apertado,comprimido pelos corpos vagosinconscientes da Vontade edo Poder latente, inerente.Teus olhos clarosbrilham mais que tua alma.Minha alma ilumina meus.Jóias.21/11/02