
Cidade que cresce e se torna grande
é rosa que aponta,
cresce,
desabrocha sobre uma enorme área no chão,
despetala,
seca,
e sobra cinza da vida, caos
regando terreno para nascer
outra vida,
depois da explosão da bomba.
A cidade grande se deteriora no progresso,
enquanto a pequena se atrasa
assistindo ao detrimento dos grandes centros urbanos
anti-humanos; ilhas.
Sou uma ilha.
Eu só queria mais alguém,
um Amigo.
Mais que só amigo,
mais que apenas estar juntos,
mais que conversar,
queria poder tocar um amigo;
acariciar um verdadeiro amigo
e não me sentir sozinho
jogado às teias e ao mofo
no fim do mundo.
Porque eu sou diferente dos diferentes
e não acho que estou errado.
Escuto a Solidão dizer
e também acho
que não sei amar;
Mas é demais
querer mais do que palavras?
Se apaixonar e se entregar
É arriscado
hoje em dia.
Mas só quero
sentimentos, emoções e sensações.
Uma pessoa,
uma alma humana,
que amo tanto,
que seja igual a mim:
verdadeira como o espelho,
delicada como o véu,
forte como a parede,
para sermos um.
Andar a cavalo
com uma rosa no cabelo,
voar no rio,
ir do lago ao mar
de um sentimento fantástico.
Mas sinto a máxima intensidade
do impossível, esse desejo.
Então, queria não amar,
não ser só,
e não morrer, na morte.
E depois de tanto me anular,
já não sou e me perdi.
Ninguém gosta de mim como sou:
Todos querem me mudar
cortando meus cabelos
e minha liberdade.
Me anulam
para satisfazerem-se.
(Ninguém presta
atenção em mim.)
Haveria alguém aí capaz
e corajoso o suficiente
para salvar este covarde?
Ninguém.
Presta atenção em mim!
26/01/97

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