Me encontro solitária em meio à multidão.
Eu sou a violeta roxa que perfuma os ares.
Que sustento da seiva alimento recebe.
Que o jardim brilhante embelece
com as cores vivas do meu sangue.
A mão que afaga é a mesma que corta
da vida a flor e a torna morta.
A mão que corta em alegria própria
afaga alegre e despreza a roxa.
E caio no chão triste,
caio alto, frio, distante,
solitária fico e sou pisada.
Não consigo evitar.
Meu perfume fede,
a cor brilha indicando perigo e
mesmo assim me usam.
Despetalam-me pelo chão,
Pela rua.
Eu.
19/11/96

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu pensamento é responsabilidade sua, de ninguém mais.