
Morro morto, adormecido vulcão.
Tempestuosa chuva, sereno lago.
A boca não tem sexo
quando devidamente barbeada
ou sem batom.
Como a natureza,
como nós.
O lado de cá
sempre fingindo.
O lado de lá
fingindo mais.
Eu sou a verdade
e tenho que me esconder.
Morro mudo
no lago a cova
da comida de piranhas.
Te mostro espinhos,
não as rosas
do amor estéril
em minhas entranhas.
Tenho saudade de ti
e me lembro de tudo
e tua presença distante
me consola, é real.
06/01/97

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