segunda-feira, 4 de maio de 2009

DESGOSTO


Tive um jantar à luz de velas
sem comida perecível.
Consumi sanduíche de festa
com prazo de validade vencido.
Se realmente quero combustível para alçar ao céu
não deve ser mais denso do que o que eu possa digerir.
Incensos, vinhos, queijos, azeite e sal;
Terra, lágrima, suor e sopro:
O sangue que escorre é sujo,
o céu que testemunhou é negro.
Eu invadi seu corpo e você, minha privacidade lânguida.
O desejo cai ao contato seu; rói, tomba e rola.
O gosto desgasta-se no presente próximo.
05/05/03

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