
Ainda não é chegada
a hora da verdade.
Minha incoerência
me embaraça demais.
Continuo embaçado
diante de meus olhos.
Te engano, me engano,
me oculto de ti;
me maquio pra mim.
Represento, mascarado,
dissimulo e disfarço.
Mas no final eu me traio
ao olhar objeto.
Meu olhar te fala
a verdade que sinto:
Emoções em roda,
calculismo não adquirido.
Vivo, não posso
me manter frio,
morto e alheio
aos estímulos;
Emotivo, fervendo.
Pra minha sorte
não sentes a chama
dos meus olhos
te queimando.
Um dia,
nossos olhos
se nos verão,
sem véus ou espelhos.
20/06/96

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