segunda-feira, 27 de abril de 2009

CADEIAS DE AMOR


Numa noite senti tua falta. No silêncio escuro da minha cama, lágrimas caíram. Anelava o teu peito nu nas minhas costas, teu braço a me proteger, tua mão a me acariciar. Tu dormindo e eu amando-te. Queria sentir tua respiração no meu ouvido, desejando que a noite nunca acabasse, que a lua fosse sempre nova, que tu sempre me tivesses. Sou fraco: só com teu olhar já me derreti, e com teu toque, já não existia: era um prolongamento teu, parte tua, submissa. Sentindo toda a tua força percorrendo em meu corpo, te encontrando fazendo morada no meu coração inconsciente e no meu pensamento. Pelo menos em mim você estaria livre na prisão. Me direcionando por controle remoto à distância e perto de mim. Tu ofuscando-me, sol do meio dia, deixando-me sem direção, lua nova, sem sombras. Mas, como os astros, apenas brilhas, sem te importares a quem iluminas de longe com tua viva presença ausente.
30/03/96

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