
Vou bater as asas
Enquanto posso voar.
Vou bater as asas
Enquanto não são cortadas.
Vôo livre, solto, vivo,
Pra cima de você.
Solitário e dependente
Vôo sem querer assim voar.
Solitário e dependente eu vou, mas
Quem escolhe é você.
E fico na solidão,
Impuro, taciturno.
Não quero que se vá
Ou que venha aqui
Por meu querer.
Se sorrio, é pra esconder
A dor que sinto;
Ou é costume pra disfarçar
O que não sei dizer.
E se você não vai embora
Também não esteve aqui.
O que farei agora?
O que ameniza a dor?
Qual é a maior expressão de amor?
Não diga, me mostre. Com os olhos?
Meus olhos, sem direção
Não sabem por onde andar.
Meus olhos sem direção
Não podem ver onde voar.
Não me ofenda, que não sou normal-careta.
Só o mínimo possível
Para ser natural.
Não preciso dos olhos para voar, amar.
Aqui dentro eu sei.
14/12/96

Ei poeta! tomo de novo a liberdade de falar um pouco de vc.Seus poemas as vezes liberta sua frustração no quisito relacionamento humano,penso o quanto vc deseja alguém para dividir seu susseso,seu fracasso,sua tristeza e sua alegria,parece que vc tem alguém que ainda não te descobril.Desculpe minha analise.Se acaso isso acontece essa pessoa não sabe o que está perdendo,vc me parece especial.te desejo toda felicidade. Abraço fraterno.S.D.C.M.
ResponderExcluirIsso é totalmente verdade, Sônia. Liberto minhas frustrações nos poemas. Só espero que quem eu amo me perdoe e possamos viver nossa história.
ResponderExcluir