quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

É, DANI,

Você me assustou (e eu nem percebi)
com a transitoriedade das coisas.
Que ironia olhar no espelho
e sentir as marcas que o tempo deixou em você.
Já não somos mais os mesmos,
e os belos corpos - novos - que vejo
traduzem bem a intenção do meu desejo.
Não que eu queira parecer
ou mesmo ser infantil;
mas um coração guardado,
privado de feridas alheias
(mas não das auto-infligidas)
viu invernos de menos para amadurecer
e reagir como um grande coração.
Não quero ficar parado
e ver o mundo, o tempo,
me pegar na próxima volta
como se não tivesse caminhado
ou com os cabelos curtos e negros
ou com os olhos escuros e tensos.
Quero aprender com meus erros
e acertar sem precisar de errar;
Olhar para você livre do passado
e dar-lhe a mão, um beijo
e seguir em frente.
Sem o susto de os anos passarem
e meu corpo ficar
e minha mente voar.
Encarar adolescência, juventude e velhice
com natural idade.
24/02/03

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