mergulhar na alma
e do oceano que ela submerge
trazer os tesouros de navios ricos
de piratas perdidos
porque não houve tempo de chegar
e guardar na ilha deserta
a riqueza de uma nação.
A Riqueza de um coração,
um sonho um sentimento.
O Poder que foi cobiçado
e arrancado à força.
As armas de combate prontas,
nobres como os ideais
que manipulam a cruz a palma a vieira.
E Os metais que dominam
a vida e a Morte.
Do alto e esguia
desce a sentença
e corre depois em desabalado galope
para cansar-se e descansar
sobre a palha, sob a seda.
Melhor ser, se simplesmente
sobre a seda, que esconde
um colo alvo e límpido;
que por ser fiel e casto
não é menos nobre
ao ser descoberto e vivo.
Admiro o guerreiro que sabe
que sobre as vicissitudes do caminho
e as intempéries da vida
é preciso ter coragem;
é preciso vencer
com a arma que está na mão;
em tempo de guerra
ou tempo de paz.
Pela vitória, pelo amor e pelo cordeiro.
Ele sabe que o inimigo existe,
onde ele está
e quando vão se encontrar.
Pois eles têm um papel a cumprir
com todas as suas forças;
Seja pelo amor
seja pelo ódio
têm que chegar ao final
e trocar a espada pela coroa.
A Suprema Recompensa consumada
pela espada amparada pelas mãos.
O melhor espírito de escravo à fidedigna.
Honras e glórias
aos rios de sangue
que mancharam seus olhos.
A sua força,
a verdadeira arma
cujo peso é seu eternamente;
Pois não há como
trocar o respeito, o interesse,
e a sua relação
com o Universo.
02/08/97

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